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Onde é que este mundo vai parar? parte II

Nos dias de hoje, não sei como é que ainda me consigo surpreender com as pessoas.

Uma australiana alegou ter curado um cancro terminal no cérebro através da alimentação.

Mas não. Não havia cancro. Só havia mentiras.

Foi tudo uma forma de conseguir atingir a fama.

Conseguiu, assim, atrair seguidores ao seu blog e ainda lançar um livro.

Esta pessoa provavelmente nunca perdeu ninguém na vida. Assim como nunca lidou com a doença de perto.

No fundo do meu coração só consigo sentir pena desta pessoa. Porque só se pode estar muito mal psicologicamente para se ser tão pequenino por dentro.

 

A noticia aqui: Australiana inventou cancro para fazer carreira

25 de Abril

Hoje não é um dia qualquer. Não é o dia da mãe, nem o dia do pai. Não é o dia da criança nem é Natal. Mas há 41 anos atrás, o sentimento que Portugal sentia acredito que fosse de uma grande felicidade. Não foi imediato, mas a partir desse dia, Portugal mudou. Os portugueses passaram a poder escrever o que queriam, deixaram de ser censurados e proibidos de se expressarem. Ganharam voz. Voltaram a poder ter uma opinião. As mulheres começaram a ter direitos iguais aos homens e deixaram de ser consideradas donas de casa. A revolução trouxe-nos a liberdade e deixou para trás uma ditadura. A revolução dos cravos não foi só mais um dia. Foi o dia que ganhamos a nossa liberdade.

Não a vivi, mas agradeço por quem fez, pois se não o tivessem feito hoje não teria a minha voz.

Obrigada

 

McDreamy

Vocês não estão a perceber o vazio que vai dentro de mim. E não, não é fome.

Vejo a série Anatomia de grey desde que começou, pelo que isso significa que vejo anatomia à uns bons dez anos. Não é coisa pouca, minha gente.

Quando vemos uma série com tanto tempo, aquelas personagens passam a ser um bocadinho como nossas conhecidas.

Já lá vão onze temporadas. Onze temporadas é muita fruta! Assisti a partida de mil personagens, o o'malley, a izzie , a lexie grey, mark sloan. Sem contar com a yang, que não lhe deram um final tão drástico mas que não fez sentido nenhum.

E agora, do nada, o Derek Sheperd, caput, poing, beubeu, foi-se, bateu as botas.

O Doutor McDreamy, juntamente com a Meredith Grey eram o casal protagonista. Entre tragédias, amores e desamores, filhos, mais desastres, estavam destinados.

Não fosse um filho da mãe de um camião se espetar contra ele e mata-lo.

Pronto, já disse.

E o pior disto tudo é que a cristina yang não vai estar lá para apoiar a meredith, matem-me já!

Shonda Rhimes, estou a ponderar deixar de ver a tua série, e a culpa é toda tua.

GreysAnatomyMainLogo.jpg

 

 

Dia da mãe

Ora portanto, o dia da mãe está quase ai.

Para quem não sabe a minha mãe não tem só esta filha maravilhástica (eu) como tem também mais três caras de sapo.

Sim, somos quatro irmãos, três ladys e um gentleman. (ou quatro anormalóides)

22, 26, 30, 35. Há que referir que a mais nova sou eu.

Mas não fugindo a questão do post, o dia da mãe está quase ai. E esta ideia já se veio arrastando desde do Natal e acabou por ficar em águas de bacalhau (agora teve piada). Que ideia é esta, perguntam vocês!

De tempos a tempos vê-se no facebook famílias que reconstituem fotografias antigas, mostrando o antes e o depois.

É isso mesmo que nós já queremos fazer a algum tempo e parece que vai ser desta.

Vai toda uma selecção de fotografias desde da minha pessoa de pijama do tweety no chão toda atada com fita de natal e a chorar até à minha irmã mais velha de laço do snoopy na cabeça a segurar num nenuco.

Desejem-nos sorte, porque isto tem de ficar tipo, hilariante.

A moda vai e volta

Isto é uma coisa, que eu nem sei o que vos diga.

Estavam na moda. Toda a gente as usava. Eu inclusive. Quanto mais à boca de sino fossem, melhor. Se não se visse o sapato então era top, ideal.

Mas depois apareceram as calças justas em baixo e toda a gente começou a aderir à moda. Cada vez se ia vendo menos calças largas e era só coisas estreitas por todo o lado. Menos em mim, que a nova moda apavorava-me.

Mas passado um tempo deixei de ter onde comprar as que gostava, porque se tinham evaporado da face da terra. E foi então que me entreguei à modas das justérrimas de cima à baixo.

E hoje, se não for justa em baixo o suficiente para ficar bem para se usar com botas por cima, de modo a não se ver a ganga ali "largachona" odeio.

Mas tchanam, vejam quem voltou:

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Pois é. Podem ir ali espreitar o site da zara, tem uns quantos pares. Voltaram.

Se poderia voltar a usa-las com o orgulho que tinha a uns valentes oito anos? Poder podia, mas não era a mesma coisa.

Agora já não gosto.

Modas

 

O amor nas redes sociais

Sim, vou falar de amor. Mas calma, não é um amor qualquer. É o amor que "habita" nas redes sociais.

No facebook existem milhares de pessoas, milhares de personalidades diferentes. Mas acredito que todos nós tenhamos pelo menos uma pessoa destas por lá.

E a que é que me me estou eu a referir? Uma pessoas destas? Sim.

Aquela pessoa que faz publicações diariamente alusivas ao seu amor. Digo diariamente mas também poderia perfeitamente dizer que o fazem duas a três ao dia, que também não é mentira nenhuma.

Bate as 11 horas da manhã e aí vai uma imagem com uma frase pirosa para desejar um bom dia ao seu amor.

Bate as 13 horas e aí vai uma fotografia do almoço com o seu amor

Bate as 16 horas e aí vai um texto com palavras bonitas para o seu amor

Sim, isto existe. E mora no meu facebook.

facebook-annoying-couples-6.jpg

 E agora eu pergunto-me: O que leva uma pessoa a encher o facebook com publicações com/para o namorado?

Eu gosto de escrever, gosto de fotografias e gosto do meu namorado. Isso faria de mim a candidata perfeita com o perfil indicado para ocupar o cargo de lamechonas no facebook?

Alto e pára o baile. Existe toda uma vida fora das redes sociais e na minha modesta opinião, é lá que esse amor deve ser vivido. Sim eu gosto de publicar uma coisa, uma ou outra vez, mas levar os dias nisso? Não vejo qual é a razão de tal? Informar a população que estão felizes e contentes?

Um estudo comprova que 70% dos casais que publicam sistematicamente fotografias da relação nas redes sociais tem na realidade uma fraca relação com os namorados. (estava a brincar)

Vamos lá a ter atenção a isso, gente. Primeiro é importante serem felizes dentro das vossas casas e desculpem lá qualquer coisinha.

A sério?

Andar de autocarro já é no mínimo aborrecido, para não dizer chato mesmo. Mas há toda uma extensa lista de acontecimentos que podem tornar a viagem de autocarro três vezes pior.

E a de hoje, por incrível que pareça, nunca me tinha acontecido.  Sim, quem me conhece já sabe que dentro desta categoria que menciono já de seguida, tudo me enerva um bocadinho..mas por amor da santa!

Entrei no autocarro e sentei-me tranquila. A viagem podia ter decorrido assim todo o seu percurso, mas não.

Uma rapariga nos seus vinte anos a mastigar pastilha com toda a elegância (não mesmo) que só visto (e ouvido).

Sim, faz-me espécie ouvir alguém a comer chocapic. Mas tudo isto piora se alguém o fizer de boca aberta. Não me perguntem porquê, faz-me.

E com vinte anos no traseiro acho que se deve saber que não se mastiga de boca aberta! Quanto mais uma pastilha! Todo aquele "choac choac" em que mesmo sem vermos sabemos que alguém está a abrir a boca de tal forma que parece que deslocou o maxilar.

Porque é que tem de fazer barulho a comer, porquê? há coisas que são inevitáveis, mas há outras que please, tenham dó de mim!

Vou ali mastigar qualquer coisa (de boca fechada) e já volto.

 

Tia

Fui tia pela primeira vez quando tinha apenas treze anos a caminho dos catorze. Não fazia ideia do que era ser tia, mas agradava-me a ideia de finalmente não ser a mais nova da família. Ia ter alguém para brincar e cuidar. E no meu coração já sabia que ia adorar o bebe que estava na barriga da minha irmã.

Nove anos depois tenho toda uma ideia mais composta, mais adulta do que realmente é o papel de tia. Não nos é ensinado (a nós, tios) como é suposto actuarmos perante determinadas situações. Na minha opinião, nós vamos crescendo como tal e aprendendo à medida que nos vamos deparando com as situações.

Ao longo destes nove anos aprendi que o nosso papel é muito mais que brincar e cuidar. Mudar fraldas, dar-lhes de comer (desde do biberão às papas), vestir-lhes (com pânico de lhes partirmos aqueles bracinhos frágeis e de os sufocar ao passar a camisola pela cabeça), adormece-los (mesmo quando vemos nos olhos deles que estão a dormir em pé mas recusam-se a adormecer) entre outras tantas coisas.

Não somos mães nem pais destas crianças, mas estas são, de alguma forma, nossas. Fomos nós que os acalma-mos daquela vez que já ninguém aguentava nem mais um minuto aquela choradeira. Fomos nós que conseguimos que finalmente comesse. Fomos nós que levámos com aqueles momentos infelizes em que estão "mal-dispostinhos" e sobra para cima de nós (bolçados/vómitos).

Somos uma peça fundamental na vida destas crianças, assim como elas são da nossa.

Após nove anos e três sobrinhos nascidos, sei a altura em que tenho de brincar e o momento em que tenho de me zangar. Sei que nem sempre merecem um sorriso e uma palmadinha nas costas, também temos o papel de os ensinar, de lhes transmitir valores. De lhes mostrar que a vida não é só brincadeira e que temos de lutar pelo que queremos.

A A, o R e a fazem de mim uma pessoa melhor.  Não há nada mais reconfortante e genuíno no mundo que um abraço de uma criança. De ouvirmos aquela voz inocente a dizer que gosta muito de nós.

Ainda tenho muito para aprender, mas o plano é esse. Vivendo e aprendendo, eles comigo e eu com eles.

Um beijinho para para eles e também para os meus outros três sobrinhos de coração.

Onde é que este mundo vai parar?

Em que mundo estamos a viver? Onde é que vamos parar? Onde é que ficou a humanidade das pessoas? E a sanidade mental?

Abro a página do facebook e dou de caras com uma noticia de última hora: "Bebé de três meses morto à facada".

E fico dividida entre a tristeza e a raiva. De acordo com a noticia o principal suspeito do homicídio foi, nada mais, nada menos, que o pai.

Pai? Não, por favor. Não chamemos pai a alguém que faz uma monstruosidade destas.

Uma criança, meu deus. Um bebé. Onde é que este mundo vai parar?

É nestas alturas que eu sou completamente a favor da pena de morte.

Estas pessoas não merecem o ar que respiram.

Não merecem nada.

Ou melhor, merecem muito pior.

 

A noticia aqui: Bebé de três meses esfaqueado pelo pai

 

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