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Itália I

Abalamos (Eu, namorado, cunhada e namorado) na quarta-feira às 15h40. Chegámos ao aeroporto de Londres Stansted já passava das 18h e tínhamos umas boas horas de espera até ao voo para Itália. Mais precisamente umas 12 horas. A parte mais chata sem dúvida. Conhecemos o aeroporto de trás para frente e de frente para trás. Não consegui dormir nada. Não consigo dormir no chão, encostada ou sentada. Quando finalmente apanhámos o avião, consegui passar pelas brasas uma meia hora. Chegámos a Turim pelas 9h da manhã com a temperatura a rondar 1 grau. Apanhamos o autocarro até Porta Nuova, daí apanhamos o metro em direcção a Lingotto, onde ficava o Hotel. Daí fomos a pé até ao Hotel que ficava a cerca de quinze minutos na Praça Galimberti. Um pouco a deriva, mas lá chegamos!

Duas opções: instalarmos-nos e irmos comer algo e depois irmos descansar de uma directa ou instalarmos-nos, descansar e depois irmos comer e explorar.

Optamos pela segunda porque o cansaço já se estava a apoderar de nós.

Quando finalmente já tínhamos recuperado algumas horas de sono partimos à descoberta de um sitio para jantar. Fomos à pizzaria Passione Pizza, comemos rodízio e fomos atendidos por um....brasileiro. É verdade, sim senhor. Alguém a falar português no meio de tantos italianos! Primeira refeição em Itália check. Fomos bem recebidos e as pizzas eram realmente muito boas, uma massa espectacular.

Ai conhecemos também a birra (cerveja) mais conhecida de lá, Birra Moretti.

Depois de um belo jantar seguimos para o Hotel porque no dia seguinte era dia de explorar...

DSCF5796.JPG(No caminho para Galimberti, a praça onde ficava o hotel)

 

Inscrita como dadora de medula óssea - check

Há duas semanas atrás, num domingo, tinha pensado para mim mesma que no dia seguinte iria ao Hospital para me inscrever como dadora de medula óssea. Depois fiz uma fissura no osso do dedo do pé e fiquei em recuperação. Duas semanas depois, pé praticamente recuperado, hoje foi o dia. Informei-me bastante sobre todo o processo e não me restou qualquer dúvida em relação a ser ou não ser. Basta lermos as condições , preenchermos os nossos dados e um pequeno questionário acerca do nosso historial medico e por fim tirar uma amostra de sangue. Uma vez que eu já ia também doar sangue, foi dois em um. Agora, a qualquer momento podem-me ligar e claro que há sempre um pouco de receio, mas, nada que ajudar alguém a viver não seja motivação suficiente.

 

Em relação a doar sangue, faço-o desde que fiz os meus dezoito anos. Era algo que desejava muito fazer assim que os fizesse. O processo também é bastante rápido. Preenchemos sempre um questionário quando chegamos, se fizemos tatuagens recentemente, se tivemos algum acidente, se fizemos alguma cirurgia ou tomamos algum medicamento, se estamos em alguma relação etc.  Depois uma picada no dedo, para fazer uma breve análise ao sangue e medir a tensão arterial. De seguida (se com a análise do sangue estiver tudo ok) passamos para o gabinete médico onde este vai ler o questionário e concluir se realmente estamos aptos ou não para doarmos o nosso sangue.

 

Durante sete anos o meu pai realizou imensas transfusões de sangue. Enquanto puder, vou agradecer a essas pessoas fazendo o mesmo.

13-05-2015_12_06_35_.jpg

Deixo-vos aqui dois links de sites informativos, caso tenham interesse e dúvidas.

 

Portal da Saúde - Transplante de medula óssea

Dador - Tudo sobre sangue

Fotografia

Desde que me lembro que adoro fotografia. Mas de ficar à frente da lente. Pois é. Também gosto de tirar fotografias, claro. Mas para mim ser fotografada é aquilo que me satisfaz. Nunca fui fotografada profissionalmente. Posso ter alguma curiosidade, mas não passa disso. Tenho amigas talentosas, o que junta a fome à vontade de comer, e sempre foi assim. Sem pressão, completamente à vontade. Deixo aqui algumas fotografias que mais gosto que foram tiradas por uma amiga muito querida, com um jeitaço enorme.

fotos.jpg

 

 

 

 

Quatro meses depois

Tenho várias fotografias no meu telemóvel. As vezes penso em apaga-las, mas depois.. Depois penso que posso querer vê-las mais uma vez. Dão-me força. São fotografias de uma recuperação. Fotografias que não são bonitas, mas que contam uma história. Uma história de coragem. A minha história. Uma história que ficará marcada para sempre através da cor do lado esquerdo da minha cara. Da cor mais clara. Não há problema. Não tenho vergonha. Eu consegui. Eu ganhei esta luta. Ainda não ganhei a batalha. Essa vai durar alguns anos. Com muita paciência e dedicação. Já durmo para o lado esquerdo. Já como outras coisas que não gelatina. Já estico o cabelo com a placa. Já dou banhos de água quente. Já encosto a cara a outras caras. Já recebo beijos na bochecha. Já uso máscara de pestanas. Pequenos pormenores do dia a dia, talvez insignificantes mas que quando não podemos usufruir deles, faz toda a diferença. Hoje quem me vê não nota diferença alguma. A não ser pelo creme protector 50+ que é o meu melhor amigo agora. De noite, é como se nada se tivesse passado. Nunca, em vez alguma, passou-me pelo pensamento que iria ficar assim, sem marcas, cicatrizes. Aliás, não passou pelo meu nem de ninguém que estava ao meu redor. Quem viu como estava o meu rosto não imaginaria que quatro meses depois estivesse a fazer a minha vida normalmente, sem qualquer vestígio de uma queimadura de 2º grau . Sou feliz. Sou feliz por quem tenho ao meu redor e nunca me deixou baixar os braços. Sou feliz porque mostrei que sou mais forte que aquilo que se atravessa na minha vida.

Horas de desespero (No escape)

Estava habituada ver o actor Owen Wilson apenas em comédias. Eu, tu e o emplastro. Os fura casamento. Os estagiários. 

Fiquei surpreendida quando vi que era o actor principal de um filme que não tem nada a ver com o que ele costuma fazer.

É terrorismo. É causar o terror, o pânico. Aquilo que tem acontecido nos últimos dias, semanas, meses.

Uma família, como tantas outras, apanhada, neste caso, no meio de uma guerra civil.

 

Fica aqui o trailer para quem ficar interessado:

 

A minha melhor amiga

Desde que me lembro que nos apoiamos uma à outra. Ela teve presente sempre que o meu chão desabou e eu fiz questão de estar ao lado dela quando a vida lhe tirou o seu maior porto de abrigo. Não tem sido fácil. Entre casas que não são nem substituíam a dela, entre familiares que tentam preencher um pouco o vazio que trás com ela. Sempre ouvi dizer que "fácil é para quem vai, difícil é para quem fica". E tenho de concordar. Cabe-nos a nós juntar os cacos e refazer-mos a nossa vida, da melhor maneira que conseguimos. É isso que ela tem feito. Ano após não. Luta após luta. Nunca a vi baixar os braços. Tem os seus momentos de fraqueza. Todos temos. Somos humanos. Não sei o que a vida lhe reserva mas gosto de pensar que depois de enfrentarmos momentos infelizes algo de muito bom está para vir. Não sei se será este o momento. Este que chegou. Não sei se era isto que a vida tinha destinado para ela depois de tudo, mas eu tenho uma certeza. Eu não sei se vai dançar para o resto da vida, mas eu sei que quando o faz, todos aqueles problemas, todas aqueles momentos que a mente insiste em gravar, tudo aquilo é esquecido, por momentos.

Posso não estar com ela dias, semanas ou até meses. Posso até não concordar com tudo aquilo que dizes ou com aquilo que fazes. Mas eu vou estar sempre lá, quando estiveres no topo, ou não. Pode haver mil pessoas ao nosso redor, mas nós somos nós. E isso nunca ninguém vai mudar.

Que esta tenha sido a sorte que tanto ansiava que te batesse à porta. Que dances mesmo depois de a música acabar.

 

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