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A girl's life

A girl's life

Março 17, 2016

Filipa Iria

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É complicado. Nunca tinha trabalhado e estudado em simultâneo. Complicado não é bem o termo certo, talvez cansativo. Muito cansativo. Faço horários rotativos que normalmente me preenchem praticamente todo o dia. E somando a isso ainda tenho de estudar. Isso inclui as horas em que chego cansada a casa e os meus dias de folga que obviamente não fazem jus à palavra. Descansa-me o facto de ter de me esforçar agora para rapidamente terminar a licenciatura e assim ter menos esse peso. Mas enquanto isso não acontece tento equilibrar, o máximo que posso e consigo. Diz-se que é impossível uma pessoa desdobrar-se, mas ao fim ao cabo, é isso que tenho feito. Não é uma reclamação, nem pensar, apenas um desabafo. É sinal que finalmente tenho um trabalho e que finalmente estou a terminar o curso. O inicio do ano não foi ao encontro daquilo que esperava, mas aos poucos as coisas tem se vindo a compor. E assim os objectivos que quero concretizar este ano encontram-se mais perto.

E vocês? Já passaram por isto? Como conseguiram gerir?

 

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(Algumas rubricas vão de encontro a situações em que me encontro, espero que não achem, de alguma forma, que é egocentrismo. Pelo contrário, assim como gosto de saber de vocês, gosto também de vos contar um pouco sobre mim, e ao fim ao cabo, de desabafar um pouco)

Março 03, 2016

Filipa Iria

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Deveria estar concentrada em reis, equações, tabelas periódicas ou nos Lusíadas. Mas a minha cabeça estava longe, muito longe daquelas salas, dos professores e até mesmo das pessoas que me rodeavam. Eu estava ali, mas a minha mente não parava um minuto. Naquela idade era suposto não haver preocupações. Mas a vida escolheu diferente. Eu tinha-as. Muitas. Penso para mim mesma que cresci rápido demais, nesse sentido. Aprendi cedo que aquilo que a vida nos dá, também nos tira. Que nada nem ninguém na nossa vida é garantido. Que hoje podemos ter e amanhã já não. Consigo recuar no tempo e descrever detalhadamente os dias mais tristes que já vivi, mas não o faço. Tinha apenas catorze anos. Apenas catorze anos. Ninguém, em idade alguma, está preparado para lidar com a perda de alguém. Permitam-me dizer, com a morte de alguém.

 

Hoje, praticamente nove anos depois de perder o meu pai, permito-me ficar triste uma ou outra vez. Escrevo-lhe muito também. Ajuda-me. Não superei, mas aprendi a viver com a dor. Há dias que a saudade fala mais alto, é verdade. Mas vamos vivendo, com a ausência, com a falta, mas vamos vivendo. Nas datas especiais, em ocasiões especiais, desejamos que aquela pessoa estivesse ali a celebrar connosco, a orgulhar-se de nós. Nesses momentos dói. Dói muito. Mas também nos dá muita força. Para me esforçar, me empenhar e o orgulhar.

 

Quando perdemos alguém aprendemos a viver com um aperto no peito. Que não passa. Um vazio. Que ninguém preenche. Uma dor que o tempo não apaga, mas que apazigua.

 

 

 

 

Fevereiro 25, 2016

Filipa Iria

 

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 Sair de casa dos pais, na minha humilde opinião, é um passe bastante importante. Talvez para aquelas pessoas que decidiram estudar fora não seja assim tanto, uma vez que já se tornou um hábito. No entanto, há factores que podem realmente fazer a diferença. Quando falo de sair de casa significa sair de malas e bagagens com autonomia financeira suficiente para me sustentar sozinha. O que muitas vezes não acontece quando se vai estudar para fora, porque se tem o apoio da familia. Por isso falo de sair de casa para começarmos a viver por nossa conta.

 

Ainda não sai de casa, mas espero que muito brevemente consiga dar esse passo. Está nos planos. Viver sozinho (ou com o namorado) pode ser um desafio. Foi o que sempre ouvi dizer. Não sei se é, mas no meu caso penso que não será, muito pelo contrário.
Desde que me lembro que sempre ajudei bastante em casa e nesse aspecto estou preparadissima para ser eu a tratar de tudo. Muitas vezes pode ser dificil quando em vez de dois é só um a arrumar, a limpar, a cozinhar, a lavar. Resumidamente, a fazer. Mas não é o caso.


Acho que vou adorar ter o meu próprio espaço, com a minha decoração. Uma casa à minha imagem. Claro que tenho noção que quando nos mudamos é um processo. Que não é de um dia para o outro que vamos ter uma casa totalmente mobilada e decorada. Acho que hoje em dia muitas pessoas tem esse problema, mas que ao fim ao cabo não se torna um problema assim tão grande. É ir mobilando com tempo, à medida que se pode, com prioridades.
Cozinhar. Cozinhar também não irá ser um problema. Porque tanto eu como o meu namorado gostamos de cozinhar. Sobretudo de inventar! Penso que massa com atum não será a nossa salvação como de muitas pessoas. Graças a deus. (nada contra massa com atum, eu adoro. Com molho cocktail é top).


Sempre disse para mim mesma que um dia que saisse de casa que tinha de estar razoavelmente bem financeiramente. Quando digo bem não é viver à larga, porque infelizmente é dificil nos dias que correm. Mas conseguir aguentar-me durante o mês sem contar os tostões. Porque no dia que sair de casa quero conseguir sustentar-me sem ter de recorrer a ajudas. É o que eu desejo. Se um dia tiver que o fazer, não tenho qualquer problema nisso. Familia é familia e não temos problemas em ajudar-nos mutuamente. Mas é, sem dúvida, um dos requisitos principais.


Conselhos para o dia que saia de casa?
O que acharam mais complicado na mudança?
O mais fácil?
Dicas?

 

 

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