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A girl's life

Filipa ♦ Algarve ♦ 23 anos ♦ Estuda de Turismo ♦ Apaixonada por filmes, séries e livros

Seg | 15.02.16

Transtorno de stress pós-traumático

Filipa Iria

Provavelmente já ouviram este conceito várias vezes, assim como eu já o tinha ouvido múltiplas vezes, mas nunca tinha pensado realmente do que se tratava ao certo. Sabia que era algo que a pessoa sentia após passar por uma situação traumática e apenas isso.

Mas, há uns meses atrás, algo me levou a pesquisar sobre isto, a descobrir os sintomas desde transtorno. Porque eu não me sentia bem em algumas situações e pensei para os meus botões "eu fui vitima de uma situação traumática que representou uma ameaça à minha vida". Não seria surpreendente se tivesse um transtorno, pelo contrário, seria bastante compreensível.

 

Um dos sintomas é "reexperiência traumática ou seja ter pesadelos e lembranças espontâneas, involuntárias e recorrentes do evento traumático, ou seja, flashbacks." Assim que comecei a ler este sintoma, enquadrei-me perfeitamente, infelizmente. Dou muitas vezes por mim (já foi pior) a reviver na minha cabeça aquele episódio. Já cheguei a sonhar, mas com menos frequência. Dou por mim a cozinhar (que já o faço), a olhar para a panela com água a ferver e a arrepiar-me e a fechar os olhos ao lembrar-me daquela sensação aflitiva que não sei descrever.

 

"Fuga e esquiva: afastar-se de qualquer estímulo que possa desencadear o ciclo das lembranças traumáticas, como situações, contactos ou actividades que possam se ligar às lembranças traumáticas". Já cozinho, pelo que já tenho contacto novamente com panelas, no entanto, faço-o com muito medo. Tenho atenção dobrada ao gás ligado, ao forno, aos aquecedores ligados, aos microondas. Até de coisas que eu sei que não é possível que rebente. Caso esteja algo ao lume e alguém apague a luz sem querer, é motivo para ficar em pânico porque me lembra aquele episódio.

Episódios de pânico, coração acelerado, transpiração e medo de morrer. Sentimento de incapacidade de me proteger do perigo.

 

Não é preciso um médico para nos diagnosticar quando damos com a nossa cara estampada em todos os sintomas.

É preciso contrariar estes pensamentos. É isso que tenho feito. Abstrair-me. Poderia optar por aconselhar-me com um médico ou com um psicólogo, mas primeiro não sou fã de medicamentos, e depois, eu falo sobre isto abertamente, não é um problema de sofrer calada ou algo que se pareça, e se é algo que está em mim, basta ter força para contrariar estes pensamentos. Aos poucos e poucos.

 

 

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